Resposta ao texto "Wikipedia esquema novo"

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O texto foi publicado na Folha de São Paulo, por Luli Radfahrer, em Wikipédia esquema novo.

Respostas da comunidade[editar]

Sturm[editar]

O texto é interessante e parece não trazer informações grosseiras. Mas acho que ainda assim dá pra questionar alguns pontos. Logo de cara o autor afirma que "Infelizmente a maioria que fala dela [Wikipédia] se refere à suas páginas em inglês". Bem, essa é uma afirmação de pouca verificabilidade, mas em minha experiência docente no ensino fundamental e médio em redes particulares, uma parcela significativa dos alunos se mantém incapaz de ler um artigo sequer da Wikipédia em inglês, e daqueles capazes, a menor parte o faz. Assim, pelo menos fora do mundo acadêmico e do ambiente de trabalho dos doutores em Comunicação Digital, o padrão muitas vezes parece ser o da utilização da Wikipédia em português mesmo. Seguindo o texto, deparamo-nos com a seguinte frase: "A Wikipédia está longe de ser a melhor ferramenta de ensino à distância." Ok, mas quais seriam as melhores ferramentas? Moodle? O que falta à Wikipédia para que ela se torne um instrumento de EAD mais eficiente? Mais à frente, o autor segue argumentando que o baixo índice de contribuidores estaria relacionado às relativas dificuldade de edição e às políticas "draconianas" (ok, esse adjetivo fica por minha conta, rsrs) impostas pela comunidade. Ehehe, tudo bem que a Wikipédia poderia usar um sistema de edição mais WYSIWYG, mas falar que alguém vai deixar de editar porque não tem direito a voto... Parece-me não ser o caso. Editores que acessam a Wikipédia para criar artigos sem relevo enciclopédico sobre suas próprias bandas/empresas/sub-celebridades prediletas/etc. não me parecem estar dispostos a continuar contribuindo de qualquer modo, mesmo que seus artigos ficassem ou que eles tivessem direito a voto. Além disso, creio que a Wikipédia.pt ainda seja bem mais flexível que a Wikipédia.en em relação à contribuição de novatos. Já no "caso do descaso" por parte da Academia, penso que a velha querela do "popular vs. erudito" tenha um peso considerável (isso aparece o tempo inteiro, lamentavelmente). Ainda que eu tenha diversos exemplos contrários, não é difícil encontrar detratores do projeto, principalmente no meio acadêmico e afins. Um caso curioso recente foi uma consulta ao médico, na qual sem eu citar coisa alguma além de meus sintomas, ele se adiantou: --"Não vá buscar informações na Internet; Google, Wikipédia e afins. Isso não vale nada". Rsrsrs A respeito do número objetivo de contribuidores, não sei sobre a confiabilidade disto aqui, mas vamos lá. A Wikipédia.pt conta atualmente com cerca de 5.500 usuários ativos, menos da METADE dos usuários ativos das 3 Wikipédias imediatamente acima da nossa em número absoluto de artigos (Japonês, Russo e Espanhol), mas que apesar disso se encontram na mesma faixa de número de artigos que nós. Além disso, mantemos um nível de profundidade elevado, que é um índice que permite ter uma ideia se determinada Wikipédia cresceu artificialmente, em especial com a ajuda de bots. A Wikipédia em Polonês, por exemplo, a sexta em número de artigos, tem um depth ("profundidade") de apenas 16, enquanto a lusófona possui 89! A título de curiosidade, a japonesa possui 56 e a russa 96. Parece-me, portanto, que fazemos um bom serviço com nossos 5.500 usuários ativos, ainda que esse tipo de avaliação, claro, seja bastante questionável. Agora, comparar-nos com a Wikipédia em inglês, com seus mais de 140 mil usuários ativos... Parece ser desleal. A questão que se coloca então é a da comunidade lusófona, composta por mais de 200 milhões de falantes (no mundo, não na Wikipédia, claro!)! A princípio, poderíamos ter um número de usuários ativos bem maior. Mas nesse caso, creio que os problemas são de ordem estrutural. O Brasil, que representa a maioria da comunidade lusófona em número de falantes, urbanizou-se de modo efetivo apenas durante a segunda metade do século XX. Muitos jovens/adultos desse início de século ainda tiveram pais analfabetos e/ou semi-analfabetos, passando longe de uma infância cercada por livros e/ou de um ambiente onde o conhecimento escolar/acadêmico, ou mesmo o conhecimento em seu sentido mais amplo, pudesse vicejar. Percebemos esses problemas nas escolas atualmente, mas isso é inevitável num país que conseguiu disseminar o ensino básico/fundamental para a maior parte de suas crianças apenas nas últimas décadas. Acreditar que um grande percentual dos 190 milhões de brasileiros vai se tornar contribuidor de um projeto como a Wikipédia por puro diletantismo agora é, em minha opinião, esperar um pouco demais. Mas então, como ficamos? Acho que ficamos bem, obrigado. O projeto caminha, melhora a cada dia e com iniciativas de popularização, crescerá cada vez mais rápido. Luli Radfahrer sabe disso! Ele próprio escreveu que precisamos "popularizar a Wikipédia". Ótimo, concordo plenamente, mas popularizar o projeto significa trazer mais pessoas. E pessoas têm vícios; elas trazem consigo "vícios de estruturas de séculos passados", ou seja... elas têm história! E é esse o nosso problema: não podemos nos apartar da nossa própria história. Muitos dos problemas apontados por ele no texto estão presentes em nossas escolas, empresas... Por que seria diferente na Wikipédia? Sturm 23h41min de 30 de janeiro de 2012 (UTC)[responder]

Muito bem colocado Strum, especialmente quanto às questões estruturais. Engraçado como ainda hoje, mesmo com as pessoas abertas a admitirem que pode haver qualidade em algo que qualquer um pode editar, é muito difícil elas entenderem que a wikipédia é antes de mais nada um reflexo da sociedade, ainda que com um viés - conseguido a duras penas - para o que há de melhor nela. --Solstag 07h52min de 31 de janeiro de 2012 (UTC)[responder]

Reação na esplanada[editar]