Wikimania/2015/Paraty/Encontro zero

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Para verificarmos a possibilidade que foi discutida na Wikimania entre os voluntários da Wikimedia Brasil, alguns voluntários irão nos dias 4 e 5 de agosto de 2012 até Paraty, para ver os bastidores de um evento próximo que começará no 6, o JEWC 2012.

JEWC[editar]

Paraty_Ocean.JPG

O evento em si não nos interessa muito, mas a estrutura é próxima do que buscamos para o evento de 2015, aproximadamente 2 mil pessoas, com idade universitária em sua maioria, em 4 dias de evento, em agosto, precisando alojar os participantes e tendo pessoas vindas de fora do país. E como será em Paraty, e apareceu bem quando a ideia veio, vamos até lá verificar a estrutura e pensar se é possível realizar o evento em Paraty.

Encontro[editar]

Três voluntários (Márcio, Sturm, Argenton) sairão de S.Paulo para lá dia 4 às 7 da manhã. Previsão para chegarmos na hora do almoço. E voltaremos no domingo, próximo ao horário do almoço. Ficaremos na Pousada do Cais para passar a noite.

O Vini, talvez apareça, mas como ele é de Volta Redonda, nos encontraria lá.

Também conseguimos contato com a parte logística do evento, que disse que conseguiriam nos encontrar no local para uma conversa sobre o evento.

Temos como objetivo medir os espaços que eles utilizaram, verificar as soluções que encontraram, entender processos e analisar se seria possível realizar o evento e como.

Transparências[editar]

Pagaremos do nosso bolso essa viagem de reconhecimento, 350 reais a diária para o quarto triplo. (Não temos a confirmação da ida do Vini)

Resumo da Viagem[editar]

O grupo de viagem foi composto por Rodrigo Tetsuo Argenton, Sturm e Marcio De Assis. Saímos da Estação Santa Cruz do Metrô / SP às 07h30 de 04.08.12 e chegamos às 11h30 na Pousada do Cais em Paraty / RJ, totalizando, aproximadamente, 300 km em 4 horas.

Dados técnicos sobre Paraty[editar]

Traslado São Paulo - Paraty[editar]

O trajeto principal foi Dutra (BR116), Oswaldo Cruz (SP-125) e Rio-Santos até Paraty. Válido notar que os trechos principais de estrada estavam bons, mas a descida da serra de Taubaté até Ubatuba pela Oswaldo Cruz é extremamente sinuosa e íngrime. Dificilmente uma van conseguiria passar naquele trecho e considero, particularmente, que um ônibus seria impraticável. Estimo que as duas principais alternativas usando vans ou ônibus, vindo de São Paulo, são as seguintes:

  • Início no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), posteriormente a Conêgo Domenico Rangoni (SP-55) e finalizando na Rio-Santos até Paraty. A distância é de, aproximadamente, 350 km, tendo como ponto negativo a velocidade muito baixa nos diversos trechos urbanos do litoral os quais implicam em até 7 horas de viagem. A única vantagem, por assim dizer, é que se consegue ver muitas praias do litoral norte de S.Paulo, além de não haver tantas declividades, o trajeto continua sinuoso.
  • Início na Dutra (BR116) até São José dos Campos, descendo a serra pela Tamoios (SP-99) até Caraguatatuba e finalizando na Rio-Santos até Paraty. A distância é de, aproximadamente, 315 km e acrescenta, em média, 30 minutos devido a serra não ser tão íngrime quanto a de Taubaté e os trechos urbanos no litoral.

Vindo do Rio de Janeiro, há a opção de vir pela Rio-Santos ou pela Dutra. Não sabemos as condições de pista para isso, entretanto, segundo os organizadores do JEWC, os ônibus provindos dos aeroportos do Rio viriam pela Rio-Santos com tempo estimado de 4-5 horas.

O Aeroporto de Paraty (SDTK) é para viagens executivas, o de Angra (SDAG) possibilita vôos comerciais, mas há pouquíssimos vôos, ou seja de avião só com seu avião particular.

Traslado Interno[editar]

Rua de Paraty

Pensando que o evento se concentraria em uma certa área, todo o translado pode ser feito por bicicleta ou à pé, entretanto, ambos com muita dificuldade, pois o piso é realmente irregular (foto), dificultando e muito andar pela cidade, e impossibilitando qualquer cadeirante.

Hospedagem[editar]

Foram mapeadas pelos voluntários do JEWC cerca de 200 pousadas na cidade, sendo que nenhuma consegue suportar um grande volume de hóspedes, tendo que assim haver um volume alto de pousadas, para poder atender a demanda. Eles utilizaram 33 pousadas, em sua maioria quartos triplos, para abrigar 2 mil congressistas.

As pousadas são bem estruturadas, entretanto seus valores equivalentes ao serviço. Gastamos 350 reais de diária para um quarto que tinha 3 camas de solteiro e uma de casal. Sem a cama de casal e uma cama de solteiro a menos o valor seria de 300 reais. Entretanto é possível encontrar pousadas mais em conta, com certa antecedência, e negociar esses valores.

Redes de dados[editar]

A rede é fornecida por uma empresa local, e única fornecedora. Não sabemos a capacidade dela, pois o JEWC não disponibilizou banda para os congressistas, o FLIP também não, e até o momento não verificamos como foi a capacidade de banda da Virada Digital em Paraty [1].

Alimentação[editar]

Há uma vasta gama de restaurantes, como qualquer cidade turísticas, os preços são variados, entretanto não são baixos na parte central.

No restaurante mais simples que achamos conseguimos:

  • Arroz, feijão, farofa, salada (cenoura, beterraba, alface), ~70g de alcatra, 16,90. 700 mls de suco 5 reais.
  • À noite vimos pizzas oito pedaços de mozzarella no forno à lenha por 40 reais, procurando mais um pouco, encontramos uma de "frigideira", 8 pedaços, ~20 reais. Suco 300 mls 5 reais.

Espaço para realização do evento[editar]

Há apenas um local que conseguiríamos realizar um evento deste porte na cidade, e ele é um local descampado, que é possível a instalação de uma tenda. O local serve todos anos para o FLIP e foi utilizado pelo JEWC. Não há outro espaço, o Sesc irá construir uma unidade na cidade, mas pela casa que será, não suporta mais de 200 pessoas em um evento.

Serviços[editar]

Os serviços mais comuns como bancos, hospitais, correio, farmácias ficam afastados do centro histórico da cidade.

Burocracias extras[editar]

Um evento de grande porte em Paraty, por ser uma cidade histórica e pequena, implica em negociações extensas com a prefeitura. Coisas simples como chegadas de ônibus, são controladas, criando-se barreiras adicionais ao evento.

Problemas Adicionais[editar]

Além de toda a falta de estrutura já citada. Mesmo sendo uma cidade turística, é Brasil. Encontramos infestações de urubus, pombas, lixos jogado, água parada, prédios em péssimo estado de conservação. Qualquer encontro com a praia deve ser feito via barco ou carro, pois às praias acessíveis à pé, não são nem bonitas e não aparentam próprias para banho, além dos já citados urubus. Uma observação, o nascer e o pôr-do-sol não são no mar devido as montanhas e ilhas que cercam a baia de Paraty.

Centro histórico da cidade às 07h30
Praia perto da cidade e do cais às 16h30

Referências do JEWC 2012[editar]

Tenda do JEWC 2012

Eles conseguiriam um público inscrito de 2 mil pessoas, incluindo apenas 100 estrangeiros de cerca de 10 países, sendo que cobraram por cabeça 460 reais para a semana, não gastaram com o translado dos congressistas, mas com a hospedagem de 5 dias, e um voucher diário de 20 reais (não ficou claro se são 20 reais/dia ou 40 reais/dia, pois são duas refeições, e o café-da-manhã fico embutido no preço da hospedagem).

Para ir dos aeroportos do Rio até lá, eles fizeram um acordo com uma empresa, e conseguiram que essa passagem custasse ida e volta 76 reais, por cabeça, que foi cobrado do congressista.

Um ponto positivo na logística deste evento foi um acordo entre a JEWC e a Star Alliance, o qual possibilitou descontos de 25% nos vôos nacionais pela TAM e 10% de desconto nas vôos internacionais operados pela Tam ou empresas pertencentes a Star Alliance.

Eles locaram por uma semana uma tenda (na foto) de 100m x 30m x 12m (altura) com custo efetivo de 125 mil reais, sendo que o custo real seria entorno de 235 mil reais, mas a prefeitura custeou uma parte. Eles não colocaram sistema de ar condicionado para o ambiente todo, que seriam mais 90 mil reais, mas fecharam algumas salas para apresentações específicas com ar-condicionado e ventiladores para o espaço das apresentações plenárias. Enquanto estávamos lá, durante a montagem e sem praticamente ninguém, a tenda já estava alcançando 27/28°C, lembrando que é inverno.