Mutirão de Mapeamento no Morro do Borel

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Mutirão de Mapeamento no Morro do Borel
Tema mapeamento em comunidades do Rio de Janeiro
Data 2/6/2012


No próximo sábado, dia 2 de Junho, o IT3S organizará um mutirão de mapeamento em comunidades do Rio de Janeiro!

A ideia é de juntar moradores, gestores de ONGs e voluntários para experimentar como funciona, na prática, a construção e a alimentação coletiva da mapa de uma comunidade com a plataforma MootiroMaps http://maps.mootiro.org/

Vamos juntos

  • identificar pontos de interesse (o que tem de bom e de ruim na comunidade?) durante uma jornada fotográfica com GPS e câmara
  • carregar os pontos e fotos na plataforma Mootiro
  • avaliar as atividades na roda de conversa, e pensar como podemos mobilizar a comunidade para o uso estratégico do mapa no planejamento comunitário.

Já esta confirmado o mutirão no Morro dos Prazeres e vamos publicar as outras comunidades aqui assim que recebemos as confirmações!

Você também quer fazer um mutirão de mapeamento na sua comunidade? Você tem uma idéia para a programação de sábado, ou quer acompanhar as ações como voluntário? Poste um comentário aqui ou entre em contato por telefone: (21) 8454 6222 ou via e-mail: anja.eickelberg@mootiro.or​g

Aguardamos a presença de vocês.

Relato Detalhado[editar]

O nosso “Fim de Semana de Mutirão no Rio” (Junho 2 e 3) começou cedo de manhã no sábado, com um pão caseiro feito por Elaste2000 desfrutado pelo grupo dos mapeadores do MootiroMaps.

As 10 de manhã, chegamos no pé do Morro do Borel, favela localizada no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para encontrar o agente comunitário de saúde Felipe e um grupo de seis voluntários. Felipe é morador do Borel desde 5 anos de idade e militante para o bem da comunidade desde a adolescência. Presenciou a Associação de Moradores do Morro do Borel muitos anos e fundou o Sindicato dos Agentes de Saúde de Prevenção no Rio de Janeiro. Hoje, trabalha como enfermeiro no posto de saúde do morro e faz parte do Núcleo de Prevenção do Borel. Não existe pessoa mais perfeita para liderar nosso mutirão!

Logo no início da nossa subida ao morro, Felipe lamentou a falta de cooperação entre as diferentes áreas governamentais, algo que tem um influência muito negativa na saúde da população das favelas. Segundo ele, “a saúde tem que falar com a educação, com a habitação, com a conservação etc. Por que como a pessoa vive, o que ela come, o que ela aprende, tudo isto influencia na saúde dela.” Felipe vê no MootiroMaps "uma grande ferramenta" para melhorar o processo de trabalho para as questões de vulnerabilidade dentro da Comunidade.

Outra coisa que Felipe compartilhou com o grupo é a historia da Associação de Moradores do Borel. A primeira associação surgida no Estado da Guanabara, ela nasceu em 1954 com o nome da União de Moradores do Morro do Borel e ainda hoje luta em prol da melhoria da vida dos mais ou menos 12.000 habitantes do morro.

No dia do nosso mutirão, alguns deles se reuniram na Escola de Música para participar do “Seminário de Comunicação Comunitária” realizado pelo programa Territórios da Paz da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. Como muitas outras comunidades, o Borel já conta com várias initiativas de jornalismo comunitário e o exemplo mais tradicional fica nas depêndencias da Igreja Nossa Senhora das Graças: o Rádio Grande Tijuca, transmitida na FM 105,9. Sob a responsabilidade do Miramar, o zelador da igreja que levou nosso grupo direto para a sala da transmissão, o rádio funciona desde mais de dez anos diáriamente das 6 até 2 de manhã.

Em seguir, visitamos a Unidade de Policia Pacificadora (UPP) que foi instalada no alto do morro no dia 7 de Junho de 2010, exatamente dois anos atrás. Segundo Felipe, a UPP trouxe maior segurança e acabou com o tráfico armado, porém, levou à um enorme aumento no preço do aluguel e teve outro efeito colateral pouco conhecido: o aumento do alcoolismo entre crianças e adolescentes da comunidade. Seria interessante descobrir se este problema é único ao Borel ou já aparece em outras comunidades pacificadas também.

Ao longo da caminhada, presenciamos vários outros pontos críticos da comunidade, particularmente o acúmulo do lixo nas bordas das ruas e becos, e muitos pontos de esgoto aberto. Gravarmos todos os pontos com GPS (verifica alguns na Mapa do Mutirão) e tirarmos fotos de tudo que tem de bom e ruim na comunidade. No total, foram 7 horas de caminhada mas valeu a pena cada minuto graças a nosso ótimo guia Felipe que, conferimos, é uma pessoa muito querida na sua comunidade. Valeu Felipe e obrigado a todos que andaram conosco! Até a próxima visita!

Voluntários[editar]

  1. Rodrigo Tetsuo Argenton (discussão)
  2. Anja (discussão)
  3. Elaste2000 (discussão)
  4. Leonardo Paris
  5. Natália Mazotte, Ibase
  6. Olga Fallmeier
  7. Verena Brähler, ICOS Cidadania (Morro da Formiga)
  8. Felipe Vieira, agente de prevenção do projeto "AIDS e pobreza"
  9. Rosalie Marin, New Cities Foundation (Santa Marta)
  10. Ives Rocha, CEDAPS
  11. Alison Coffey, pesquisadora