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Oficina 2 de adoção de software livre na WMB

Wikimedia Brasil
Relatório sobre a segunda oficina
de adoção de software livre na Wikimedia Brasil
segundo semestre de 2024

Contexto

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Em 2024, o Wiki Movimento Brasil (WMB) iniciou um processo gradual e consistente de adoção de softwares e plataformas livres pela equipe profissional. A iniciativa busca coerência com os valores do movimento Wikimedia e do conhecimento livre, reforçando princípios como liberdade de uso, estudo, modificação e distribuição das ferramentas. O movimento dialoga diretamente com o eixo estratégico de (re)imaginar a infraestrutura sociotécnica e, conforme a Teoria da Mudança, relaciona-se à cultura organizacional e aos processos integrados de documentação e aprendizado, identificando capacidades já desenvolvidas e aquelas que precisam de evolução. Reconhece-se que a mudança traz benefícios e desafios; por isso, este relato antecipa fatores limitantes e possíveis soluções, inspira-se em experiências de afiliados da Wikimedia Foundation e se alinha ao projeto Infraestrutura Administrativa de Código Aberto.

Dados gerais da oficina

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  • Título: Darktable — Introdução ao Darktable e fundamentos da fotografia RAW (Parte 1 de 2)
  • Facilitadora: Thais May
  • Modalidade: On-line, síncrona
  • Duração: ~1h30
  • Data: 29 de outubro de 2025
  • Organização: Célio Costa Filho
  • Público-alvo: Equipe profissional e público geral interessado em fotografia/edição RAW.

Objetivos

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  • Apresentar o Darktable como alternativa livre e multiplataforma para edição e gerenciamento de fotografias, com ênfase em arquivos RAW.
  • Situar a ferramenta no plano de migração de dependências proprietárias da WMB (substituição do Lightroom).
  • Demonstrar um fluxo de trabalho básico de importação, revelação e exportação.
  • Introduzir boas práticas de organização, backup e padronização de nomenclaturas.

Conteúdo e metodologia

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  • Contexto e motivação: redução de dependências (Google/Adobe), reforço de soberania digital e segurança; referência a indicadores S.A.R.A. (Google Docs ~13,95% em 2025; Adobe ~1,16%, ainda crítico em tarefas específicas).
  • O que é o Darktable: software livre mantido por comunidade ativa; módulos Lighttable (biblioteca) e Darkroom (revelação); disponível para Linux, Windows e macOS.
  • RAW em foco: conceito de “negativo digital”; maior latitude para ajustes finos sem perdas; necessidade de conversão para publicação/impressão.
  • Fluxo de trabalho demonstrado: importar RAW → correção de lente → exposição → balanço de branco/Color Calibration → contraste/realce (Contrast Equalizer) → exportação (JPEG/PNG).
  • Boas práticas: trabalhar com cópias, padronizar nomes de pastas/exports, evitar sobrescrever JPEGs, manter backup dos arquivos RAW.
  • Encerramento e prática guiada: abrir imagem RAW, mostrar módulos principais, comparação antes/depois, criação de estilos/presets para reaplicar edições.

Resultados

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  • Alinhamento com o plano de adoção: Darktable priorizado como substituto do Lightroom no ciclo 2025; OBS Studio adiado por complexidade e curva de aprendizagem.
  • Compreensão do fluxo básico: participantes acompanharam a revelação de um RAW, com ênfase em módulos essenciais e exportação.
  • Padronização inicial: reforço de nomenclaturas e rotinas de backup como medidas de integridade e reprodutibilidade do trabalho.

Aprendizados

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  • A edição dos arquivos em RAW é decisiva para correções não destrutivas; porém, exige disciplina de armazenamento e conversão para difusão.
  • Módulos centrais (exposição, balanço de branco, correção de lente, equalizador de contraste) cobrem 80% dos ajustes iniciais e devem compor um preset institucional básico.
  • Organização e backup são tão críticos quanto a edição: padronizar estrutura de pastas/nomes reduz retrabalho e risco de perda.

Próximos passos

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  • Exercício prático recomendado: importar 3 fotos RAW e exportar 3 versões JPEG; testar estilos/presets.
  • Documentação: consulta ao manual oficial do Darktable para aprofundar módulos e fluxos.
  • Institucionalização: elaborar um preset institucional mínimo (correção de lente, exposição de base, balanço de branco, contraste) e um guia interno de nomenclatura/backup.